terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Interfaces Gráficas - Holografia


A quebra do paradigma cultural será com certeza o maior impacto com a implantação efetiva desta tecnologia.
                Conversar com alguém à distância e visualizá-la ao seu lado, assistir um jogo de qualquer modalidade esportiva ocorrendo em um país distante no ginásio ao lado da sua casa, avaliar equipamentos e visualizá-los antes de adquiri-los. Sem dúvida será um divisor de águas do ponto de vista cultural.  
                Encurtar distâncias, diminuir custos, facilitar a vida das pessoas. É sempre por motivos iguais ou semelhantes a estes que a tecnologia está sempre se reinventando e evoluindo, porém nem tudo são flores mudanças geram desconforto retiram pessoas das suas zonas de conforto  mudam seus hábitos, suas formas de agir de se relacionar.
                As relações trabalhistas sempre foram afetadas pela tecnologia e com mais esta também o será.
                Algo como ir a uma lanchonete de fast food e ao invés de interagirmos com um atendente humano uma imagem holográfica nos atende, cobra e libera a entrega do lanche.
                Conferências e simpósios com necessidade de presença dos integrantes ser executado com cada um em seu auditório e ao mesmo tempo visualizar e ser visualizado por todos.
                Haveria grande impacto no transporte, turismo, economia.
                Poderíamos visitar um lugar sem nem ter estado lá, conhecer  pontos turísticos da humanidade sem sair de casa.
                Pessoas com restrições de mobilidade teriam maior facilidade em estudar, trabalhar estar em inclusão social.
                Em síntese uma tecnologia que muda o conceito de presença, de físico versus abstrato trará as mais diversas e impensáveis mudanças causando grande impacto em todas as esferas da sociedade.
                Para isso deve-se pensar em uma metodologia de integração para a sociedade para a transição ser mais tranquila.
Porém  aqueles que anteciparem esta questão e estiverem preparados com certeza sairão na frente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Análise de requisitos

Tenho participado em implantações de software em empresas e com certa frequência ouço o usuário reclamar sobre a ferramenta implantada. A principal aponta para a não solução do problema. 
Uma única questão paira no ar: Se o objetivo da ferramenta proposta é exclusivamente resolver uma questão, porquê ele fica sem resposta após muito tempo dedicado em análise, planejamento, desenvolvimento, treinamento e outras tarefas?
Isso não tem sido visto apenas em empresas sem processos definidos ou falta de profissionais devidamente capacitados, mas em muitas empresas de diversos tamanhos e com expressividade no mercado em maior ou menor grau de agravo.
Na mesma linha de raciocínio vemos profissionais de análise bem preparados nas técnicas de análise de requisitos e também equipes de desenvolvimento capacitadas e por dentro da documentação elaborada pela equipe de análise.
Estamos no caminho, porém não mitigamos todas as questões ainda.
Antes de qualquer coisa devemos recordar o objetivo macro ao decidirmos desenvolver uma ferramenta para uma organização. Esse objetivo está obrigado a alinhar-se com a missão da empresa, os objetivos globais do negócio para a partir daí prosseguir com os trabalhos. 
Vou exemplificar o anteriormente exposto. 
Uma empresa decide desenvolver dentro de um módulo de vendas um vínculo com o módulo de processo de produção para sugestão de vendas baseado nas quantidades produzidas, pois a variação do volume de insumos empregados na produção é díspar e influi diretamente no preço final e por serem produtos específicos não são elaborados mais de uma vez, todo projeto é um produto novo. 
Essa é a regra de negócio baseada na missão da empresa: “Atender cada projeto único no menor prazo e melhor custo...”.
Nesse universo imagine a possibilidade do usuário da ferramenta e o analista não estarem alinhados à regra e a missão, o que não é impossível, visto a proximidade do usuário da tarefa e desta forma não deve ter toda a visão exposta aqui.
O gestor do negócio muitas vezes não se envolve no projeto como deveria e por esta causa o analista não dispõe de subsídio suficiente para levantar todos esses requisitos e por consequência deixar algo para trás. 
Em decorrência a isso é possível deixar uma informação pelo caminho, não rastrear adequadamente um requisito e isso não ser informado na documentação para o desenvolvedor. 
Por sua vez um documento pouco preciso dá brecha para o desenvolvedor utilizar a imaginação e achar a necessidade de um campo novo e isso pode modificar o escopo do projeto, ou seja, entregar algo que não será útil. 
Desta forma a insistência esta em manter coerência entre a regra de negocio, as necessidades do usuário, acompanhar os requisitos e transmitir tudo isso de forma clara e adequada ao desenvolvedor para que ele possa entregar exatamente o programado sem mais e nem menos.

sábado, 18 de setembro de 2010

Elementos Básicos dos Sistemas de Informação e suas interações.


A definição de sistema conforme o grego: sietemium, combinar, ajustar, formar um conjunto. Nesse conceito de sistema perceberemos a seguir o relacionamento entre os elementos básicos de um Sistema de Informação como interagem e o seu propósito conjunto.
O primeiro integrante desse sistema Pessoas são todos os recursos humanos envolvidos em um sistema desde colaboradores, fornecedores, clientes, transportadores, diretores, governo (no que tange ao relacionamento entre pessoas), etc.
Processos podem ser ditos como as regras de negócio formalizadas e estabelecidas que a empresa utiliza de forma ordenada para produzir e fornecer entregáveis aos seus clientes.
Quanto à tecnologia podemos dizer que engloba toda a estrutura de suporte aos outros dois elementos do sistema. São o hardware, os aplicativos, as redes, etc.
Já vimos o tripé que forma o Sistema de informações, mas qual o objetivo de um sistema? O que ele propõe?
Podemos mencionar como um objetivo COMUM aos elementos do sistema o seu próprio objetivo. Vejamos uma lâmpada(sistema):

                                                   
Fornecemos a essa lâmpada energia elétrica(entrada), a qual é transformada (processada) internamente e fornece Luz(saída).
Dessa forma afirmamos ser o nosso sistema um sistema no qual recebe entradas, efetua o processamento dessas entradas e realiza entregas na forma saídas.
Partindo desse pressuposto e comparando de forma análoga o nosso sistema com a área produtiva de uma empresa faremos uma análise para determinar o elemento do sistema mais propenso a incidentes.
Utilizaremos a seguinte definição de incidente:
“evento, fato que sobrevém no transcurso de um acontecimento principal,
acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar esperado e normal de uma ação e provoca uma interrupção sentida geralmente como inconveniente” 
                Nossa análise inicia-se com a afirmação: No tripé Pessoas, Processos e Tecnologias o elemento “Pessoas” é o mais suscetível a incidentes.
                Voltemos ao nosso departamento produtivo e imaginemos uma situação ideal para qualquer empresa. Processos bem estabelecidos e consolidados, máquinas e equipamentos em ótimo estado de funcionamento, medidas contra paralisações técnicas, geradores de energia, equipes altamente treinadas.
                O operador de CNC acorda às 06h da manhã passando mal e vomitando, vai ao hospital e fica internado. Quem vai fazer a sua parte? Ele pode ser substituído? Ou ainda: Ele levanta e vai trabalhar assim mesmo. Como será o seu desempenho nesse dia?
                Agora vejamos que enquanto esse operador trabalha seu computador queima, podemos trocar essa peça de imediato? Provavelmente sim.
                Podemos imaginar inúmeros incidentes a quaisquer itens do nosso “Tripé”, porém ressaltamos a qualquer exemplo a maior dificuldade em gerenciar recursos humanos. E essa dificuldade pode tornar-se um grande problema para esse departamento se não form feito de maneira adequada.
                Por esses motivos o ser humano tem automatizado muitas tarefas executadas por homens, porém ainda não conseguiu fazer a tecnologia pensar e estabelecer seus próprios processos, assim sendo, enquanto isso não ocorrer, deveremos continuar estudando e estabelecendo melhores técnicas de gestão e administração desse elemento do sistema definido como “Pessoas”.

sábado, 4 de setembro de 2010

Dados, o que são?

De acordo com o dicionário Aurélio: "s.m. Pequeno cubo de faces marcadas com pontos, de um a seis, ou com figuras, usado em diferentes jogos. / Pequeno cubo de uma matéria qualquer. / Elemento ou quantidade conhecida que serve de base à solução de um problema. / O ponto de partida em que se funda uma discussão. / Bras. Dormente de pedra. / Arquitetura. Plinto. / &151; Adj. Habituado: dado a más leituras. / Fig. Afável: é uma criança muito dada. / Datado: dado em Roma, aos 12 de maio. // &151; loc. conj. Dado que, suposto que, posto que. // Computação. Banco de dados e base de dados. V. BANCO e BASE."
Iniciaremos nossa conversa definindo dado segundo nossa ótica de Tecnologia da Informação: "Dado é a seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis", (Rezende 2003). 
Lembre-se que estamos DEFININDO o que é um "dado" para compreendermos os conceitos a seguir.
Podemos então dizer que as letras do nosso alfabeto são símbolos quantificados e dessa forma são dados. 
Este texto apresentado, por si só em sua essência, são dados, assim como as imagens as músicas, sons, etc. Dizemos isso pois há dificuldade em saber se é uma cópia ou o original, pois são meramente dados e podem ser reproduzidos facilmente. 
Continuamos a afirmar sobre a facilidade em armazenarmos dados em um computador de forma ordenada. 
Partimos assim por saber os tipos de entidades possíveis de armazenarmos em um computador, cuja natureza é estritamente matemática, sintática. 
Vou dar um exemplo agora, o qual rediscutiremos depois. Imagine uma linguagem de programação, ela organiza de forma sintática as instruções a serem entendidas pelo computador de forma a armazenar esses dados(textos, sons, imagens) em suas estruturas físicas. 
Por enquanto paramos aqui com essa definição, em breve continuaremos. Abraços.